Foto/reprodução: Águas do Itapemirim
A conservação dos recursos hídricos sempre foi um desafio global, mas quando esse debate ganha uma narrativa visual impactante, o poder da conscientização se torna ainda maior. É exatamente isso que o documentário “Águas do Itapemirim”, realizado pelo Instituto Últimos Refúgios, propõe ao público capixaba.
Com uma abordagem sensível e imagens que capturam a beleza e os desafios da bacia hidrográfica do Rio Itapemirim, a obra mergulha na história, na biodiversidade e nos impactos ambientais que esse curso d’água tem sofrido ao longo dos anos.
O que torna o documentário “Águas do Itapemirim” tão relevante?
A produção destaca a importância do Rio Itapemirim, um dos mais representativos do Espírito Santo, não apenas como um recurso natural essencial, mas como parte da identidade cultural e histórica da região sul do estado.
Ao longo de 90 minutos, o filme apresenta depoimentos de pescadores, descendentes de quilombolas, pesquisadores e ativistas ambientais, além de resgatar registros históricos e expedições científicas realizadas na bacia hidrográfica.
A obra traz reflexões sobre os desafios ambientais enfrentados pelo rio, como:
- A crise hídrica de 2015
- As enchentes de Cachoeiro de Itapemirim (2020) e Mimoso do Sul (2024)
- O impacto do crescimento urbano e das atividades humanas na qualidade das águas
Um convite para olhar o Rio Itapemirim de perto
O documentário convida o público a observar o rio de maneira mais profunda, indo além da paisagem e entendendo seu papel na vida das comunidades. A degradação das águas, a diminuição da fauna e os desafios da conservação ambiental são temas centrais da narrativa.
Leonardo Merçon, diretor de fotografia e fundador do Instituto Últimos Refúgios, destaca que o filme não apenas documenta a realidade, mas também busca dar voz ao rio e às pessoas que vivem ao seu redor.
Para Klaus’Berg, diretor do documentário, a obra tem um significado especial, pois resgata memórias de sua juventude na cidade de Alegre. “Era no Rio Itapemirim que tomávamos banho, nadávamos e convivíamos. Hoje, ver a transformação que ele sofreu é um choque e um chamado para repensarmos nossas ações”, conta o cineasta.
Uma iniciativa viabilizada pela Lei de Incentivo à Cultura Capixaba
O documentário “Águas do Itapemirim” é mais um exemplo de como a Lei de Incentivo à Cultura Capixaba (LICC) tem viabilizado projetos que vão além do entretenimento e cumprem um papel essencial na conscientização e valorização cultural do Espírito Santo.
Com patrocínio do Grupo Águia Branca e apoio de instituições como o Instituto Estadual do Meio Ambiente (Iema), Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes) e Reserva Ambiental Águia Branca, a produção reforça o compromisso com a preservação dos recursos naturais e o desenvolvimento sustentável.