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Incentivos fiscais e relatórios ESG: como mensurar e comunicar impacto com consistência

Se tem uma coisa que eu venho percebendo nas conversas com empresas, é que ainda existe uma lacuna entre o que elas fazem de impacto social e o que comunicam nos seus relatórios ESG.

Muitas vezes, ações valiosas – como o apoio a projetos culturais, esportivos ou sociais por meio de incentivos fiscais – acabam ficando invisíveis nos relatórios. E isso é um erro estratégico. Se sua empresa já está contribuindo para transformar realidades, por que não mostrar isso com clareza e consistência?

 

Incentivo fiscal é estratégia de impacto. E isso faz parte do ESG.

Usar os incentivos fiscais de forma consciente é uma escolha inteligente. Você direciona parte dos impostos para causas relevantes sem tirar do caixa e, ao mesmo tempo, fortalece pilares fundamentais da agenda ESG: o ambiental, o social e a governança.

 

E não sou só eu que estou dizendo isso.

Segundo dados da Receita Federal, entre janeiro e agosto de 2024, as empresas brasileiras usufruíram de R$ 97,7 bilhões em créditos tributários decorrentes de benefícios fiscais. Um número que mostra o potencial enorme que temos em mãos — e que ainda é pouco explorado quando falamos de comunicação estratégica nos relatórios ESG.

 

Mas como levar esses dados para o relatório ESG?

Se você já apoia projetos com incentivos, aqui vai o que não pode faltar na hora de apresentar isso no seu relatório:

✔️ Quais leis foram utilizadas? (Ex: Lei do Esporte, Lei de Incentivo à Cultura, FIA, etc.)
✔️ Quanto foi direcionado?
✔️ Que tipo de impacto foi gerado?
✔️ Quais Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) estão relacionados?
✔️ Houve envolvimento da equipe ou da comunidade?

E, acima de tudo, conte histórias. ESG não é só planilha. Mostra os bastidores, os rostos e os resultados reais de quem foi impactado. Isso aproxima, gera confiança e fortalece a reputação da sua empresa com investidores, parceiros e sociedade.

 

ESG não é custo. É posicionamento.

De acordo com a CNN Brasil, os ativos globais com foco ESG devem chegar a US$ 53 trilhões até o final de 2025. É uma tendência irreversível. As empresas que souberem se posicionar com transparência, estratégia e verdade, saem na frente.

Por isso, quando for falar de ESG no seu relatório, pense assim:
“Estamos fazendo. E sabemos comunicar o impacto do que estamos fazendo.”

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